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“Salvem o Planeta”? Save-se quem puder!

Meu blog acabou ficando meio que “jogado de lado” por algum tempo. Por tempo eu me entreguei à correria do dia-a-dia, trabalho, família, namoro, estudos, e acabei não incluindo o blog no meio de tudo. Sim, “mea culpa“, eu sei.

Volto para escrever uma nota rápida sobre um assunto que vejo diariamente na mídia, mas as pessoas parecem não se dar conta, ao certo, do que está acontecendo. Muito falam em “salvar o planeta”, como se estivéssemos realmente em condições de fazermos isso,  talvez sem se darem conta do que isso realmente significa.

Deixo aqui, então, meu humilde pitaco sobre esse tema.

O planeta já sobreviveu a choques com asteróides, cometas e até com outro pequeno planeta. Já passou por erupções de supervulcões, por mega-terremotos e muitas outras catástrofes. Mais de 90% das espécies que já existiram estão extintas. Nós mesmos, como espécie, existimos há apenas uns punhados de milhares de anos, um nada diante da idade da Terra.

Salvar a Terra? Que arrogância a nossa… como se estivéssemos em condições de fazer isso, como se tivéssemos algum tipo de poder ou conhecimento para isso. Ora, a Terra não precisou de nós para ser criada e não precisa (nem jamais precisou ou precisará) de nós para nada, muito menos para “ser salva”. Se nós a emporcalharmos toda, em um milhão de anos ela estará bem de novo. E um milhão de anos, pra a Terra, é apenas um breve momento, um suspiro, um piscar de olhos.

Mas e nós, quanto tempo vamos durar se tivermos que viver em um mundo imundo? Estamos nos envenenando, nos auto-destruindo e destruindo os outros seres que vivem conosco aqui. Não é “o planeta” que corre perigo. Que ele mande seus tsunamis, furacões, vulcões e terremotos sobre nós, e seremos esmagados como insetos. Temos poder para impedir isso? Como podemos nos atrever então a falar em “salvar o planeta”, se não temos nenhum controle sobre a natureza? Mal somos capazes de nos controlar e, menos ainda, de assumir as consequências dos nossos atos insanos. Como salvar um planeta?

O foco desse problema somos nós, não o planeta. Precisamos deixar de sermos egoístas, egocêntricos, irresponsáveis e sujos.

Quem precisamos (e podemos) salvar é A NÓS MESMOS.

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Não me Faça Pensar!

Ciência, Lógica e Educação: ainda um problema no Brasil

Recentemente tenho atendido alguns ex-clientes — do tempo em que eu trabalhava como freelancer — com dúvidas a respeito dos seus sites. Isso é normal, já que me “aposentei” como freelancer muito recentemente, e ainda não houve tempo para que todas essas dúvidas fossem resolvidas. O que tem me deixado um pouco perplexo e até preocupado, no caso, tem sido o comportamento desses ex-clientes diante de situações específicas.

Alguns desses ex-clientes precisam anotar tudo que eu explico a eles. Eu quero dizer, TUDO MESMO. Vejo alguns deles anotarem até mesmo coisas como “clicar em Ok” ou “clicar em Salvar”. Outros deles ainda continuam usando senhas simples demais nos recursos de sua conta, senhas do tipo “joao12345″ ou “joao2010″.

Bem, eu entendo que esse mundo da tecnologia pode ser algo novo para essas pessoas, mas algumas coisas parecem-me absolutamente óbvias, e isso não tem a ver com tecnologia. São coisas que envolvem simples raciocínio lógico, e não é preciso saber nada de informática para ter a capacidade de visualizar a lógica de alguma coisa.

Vamos a uma análise simples dos exemplos que dei acima.

Primeiro, é muito claro que você precisa clicar “Ok” para sair de uma janela. Todo mundo sabe o que significa “Ok”, e todo mundo sabe o que significa “Cancelar”. Então, se alteramos algo e vemos 2 botões para apertar, sendo um o botão “Ok” e o outro “Cancelar”, qual é a alternativa lógica a escolher? Ficar parado esperando até que a janela se feche sozinha não me parece uma opção. Clicar em “Cancelar”, se você fez uma alteração, ou escolheu alguma opção, também não é uma alternativa válida. Afinal, se você fez algo de propósito, por que iria querer cancelar o que fez?

Segundo, todos sabem que uma senha é algo que serve para dar segurança. Usamos senhas no banco por causa disso. Então não parece óbvio que uma senha simples demais é, também, uma senha fácil de outra pessoa adivinhar? Se o seu nome é João, e se estamos em 2010, não parece óbvio que “joao2010″ será uma senha ridiculamente simples de uma pessoa adivinhar, para obter acesso não-autorizado aos seus recursos?

Note, caro leitor, que isso é lógica. Não tem a ver com informática, são coisas que a pessoa pode perceber com um raciocínio lógico simples. Mas quem é, então, “culpado” disso? Quem é o responsável pelo desenvolvimento, nas pessoas, de uma capacidade de raciocionar de forma lógica, a fim de tomar decisões simples como essas?

Parece-me também óbvio que a culpa é do nosso sistema educacional.

Lembro-me do meu tempo de colégio, meu segundo grau. Eu nunca fui preparado, na escola, para pensar sozinho. Nosso sistema educacional ainda prepara o estudante para decorar e não para pensar. O aluno não questiona nem é encorajado a isso. O professor é mestre, é intocável, ele sabe tudo e não pode ser questionado.

Alguns professores nem ao menos gostam de ver seus alunos se darem bem em suas matérias. Esses professores parecem achar que, se o aluno aprender demais, então eles serão ameaçados em sua supremacia de grandes mestres. Eu tive, por exemplo, um professor de física que esboçava um sorriso sádico todas as vezes em que os alunos iam mal em suas provas. Uma vez — uma única vez — eu tirei um 10 numa prova dele. Ele então olhou para mim, sorriu de modo debochado e disse:

– Parabéns. Vamos ver se você consegue manter.

Graças a Deus foi uma das últimas provas de física do meu segundo grau (colegial). Ao cabo de poucos dias, eu fechei o ano e nunca mais eu tive o desprazer de ver aquele boçal na minha frente.

O interessante, no caso, é que esse mesmo professor de física nunca nos ensinou nada de física moderna. Ele nunca mencionou que o tempo e o espaço são uma coisa só. Nunca disse que a “força de gravidade” na verdade não existe, que ela é apenas uma ferramenta teórica da Física Newtoniana que, apesar de funcional, já é ultrapassada. Grande mestre…

Imagino alguns leitores agora olhando estes parágrafos com grande espanto. “O que, a força de gravidade não existe? Como assim???”

Não, ela não existe. Não há uma força de gravidade puxando você para o chão. Nada te puxa, é você que cai. E você cai porque não há nada mais a fazer. A maçã de Newton cai da árvore porque é a coisa mais indolente que ela pode fazer.

Mas o que é a gravidade, então?

Continua na página 2 (abaixo)…


Literalmente: Olá, mundo!

Já há algum tempo eu venho trocando figurinhas com as pessoas por microblogs, redes sociais ou apenas email. No entanto, essas informações ficam perdidas por aí, e nunca antes eu havia tido a vontade e a “coragem” (no sentido de ânimo) de colocar essas coisas em algum lugar, de forma ordenada, de modo que pudessem servir como fonte de consulta, de modo a serem publicamente úteis ou interessantes.

Bem, finalmente a vontade e a coragem chegaram.

Não espero, de forma alguma, aparecer como um dono da verdade universal por aqui. Isso é um blog, ou seja, tudo que eu expuser aqui é fruto, de alguma forma, de minha vivência. Por mais que eu tente ser impessoal em certos assuntos (não que isso seja uma regra que desejo seguir), inevitavelmente o resultado final será algo pessoal. De qualquer forma, espero que as informações, impressões e idéias aqui expostos sejam, de alguma forma, úteis para aqueles que visitarem este blog.

Como dizem os budistas: “que todos os seres possam se beneficiar!”

Amém! :)

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