Um dos assuntos mais quentes do momento são os leitores digitais. Sua praticidade, seus preços ainda altos, os recentes casos de pessoas que conseguiram importá-los sem pagar os impostos de importação. Outros comentam, ainda, que não gostam desses gadgets, e que preferem os livros de papel. Não importa o lado, praticamente todos tem uma opinião sobre o assunto.

Alguns já estão até mesmo profetizando o fim dos livros de papel.

E-reader da SonyEu particularmente acho que os livros digitais são infinitamente mais práticos que os de papel. Leio muito, tenho muitos livros, e imprimo livros de vez em quando. Odeio ler livros em PDF na tela do PC, não acho confortável. Eu adoraria ter um e-book reader, no qual eu instalaria todos os livros que tenho, e aí eu poderia levá-los comigo para qualquer lugar. Na verdade, eu devo adquirir um logo assim que os preços caírem um pouco. Sim, sou geek convicto e orgulhoso, mas não ando jogando dinheiro pra cima como um marinheiro bêbado. Aliás, é principalmente por isso que não tenho um iPhone, eu acho que eles são absurdamente caros e não valem o preço que custam (mas claro, isso é outro assunto).

Entretanto, os livros de papel tem uma característica que os torna ainda indispensáveis — no sentido mais restrito da palavra, ou seja, de não poderem ser dispensados, abandonados — por enquanto: eles são mais duráveis e infinitamente mais resistentes.

Um livro de papel bem cuidado pode durar, literalmente, séculos. Tenho livros que eram dos meus pais nos anos de 1950 e que estão em perfeitas condições, apenas levemente amarelados. Posso deixar um livro cair no chão 50 vezes e ele não vai quebrar. A capa pode rasgar, algumas páginas podem cair, mas ele irá resistir e continuará legível. O livro de papel nunca vai quebrar a tela. Se ele molhar, ainda assim poderá ser lido depois.

Livros de papel não precisam de pilha ou bateria, não vão dar “tilt” nunca. E no caso de algum problema que afete os aparelhos eletrônicos, eles vão continuar “funcionando”. Na verdade, eles podem resistir até num mundo arrasado por uma guerra nuclear, e não vão precisar que seus donos fiquem correndo atrás de fontes de energia. São realmente quase indestrutíveis, quando comparados aos readers.

Sim, eu acredito que livros de papel podem deixar de existir “um dia”. Entretanto, não vejo como esse dia poderá ser em um futuro próximo. O desafio dos e-readers, para que eles possam substituir completamente os livros de papel, será o desenvolvimento de tecnologias capazes de copiar ou de superar todas as vantagens dos livros de papel. Por enquanto, isso ainda é algo distante. Mas eu sinceramente torço para que aconteça o quanto antes.

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