Ainda estou chocado com a recente decisão da TIM de mudar seus pacotes 3G para cobrança por horas de uso. Confesso que motivo para revolta eu não tenho, pois não sou cliente da TIM (nem nunca serei, depois dessa), mas cheguei a pensar em ser. E me deu medo dos destinos do 3G no Brasil. Se isso virar uma tendência, nós usuários estaremos todos perdidos.
Em 1996 eu tinha 180 horas de Internet discada do provedor Nutecnet, que mais tarde veio a se transformar no Terra. E eu ainda podia estourar esse limite que eles nem cobravam as horas adicionais. Agora, em 2010, a Tim resolve voltar aos anos 90. É patético, não há outra palavra para descrever essa decisão. É um tremendo retrocesso para uma empresa que tenta atualmente criar uma imagem de moderninha.
Atualmente tenho, para meu netbook, um plano 3G da Oi. O que me levou a escolher a Oi foi que eu tive vantagens econômicas na contratação do serviço. Primeiro, usei 3 meses sem pagar. Depois eles devolveram mês a mês, na forma de descontos, o valor que eu paguei pelo modem, que já veio desbloqueado. Vantagens que a concorrência não oferecia na época. Não sei como está atualmente, se essas promoções ainda existem.
Apesar de ser “inimigo” da banda larga ADSL da “antiga-Brasil-Telecom-hoje-Oi”, da qual já fui um cliente arrependido (em virtude da péssima qualidade do serviço e do atendimento pouco mais do que ridÃculo), devo dizer que o 3G deles é bastante usável. São 600kbps de velocidade, o que é pouco para fazer downloads, mas é suficiente para meu uso normal a trabalho: acesso ao sistema da empresa, acesso a emails e navegação incidental. Dos 5Gb de franquia de dados, eu costumo usar em média entre 1 e 1.5Gb apenas. Nada de ficar acessando o Youtube ou fazer downloads pelo 3G, seria uma bobagem de minha parte. Essas coisas eu posso fazer em casa. Até mesmo para baixar updates do sistema, eu conecto o netbook na rede de casa, onde tenho uma conexão da GVT de 10Mb.
Aliás, falando de casa, o único problema do 3G da Oi que eu noto é que a conexão cai bastante aqui no meu bairro, ou pelo menos na região onde eu moro. Isso na verdade não chega a ser um problema real, já que não tenho motivos para usar o 3G em casa, onde posso muito bem usar a conexão de 10Mb. Só que, quando acontece, irrita. Já na rua, não tenho do que me queixar. É comum eu rodar a cidade inteira de carro com o notebook ligado e conectado, no banco do passageiro, sem que a conexão caia. Uma vez fui para a Praia dos Ingleses, no Norte da Ilha, e a conexão caiu uma única vez, quando passei entre dois morros. Normal e aceitável.
Atualmente, amigos estão me falando muito bem do 3G da Claro. Quem sabe eu experimento mudar depois. Afinal, foi-se o tempo em que o consumidor precisava se sentir amarrado a esse tipo de serviço. E viva a concorrência!

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